Porque é que simplesmente não podemos controlar o que é que o coração sente? Porque é que ele se tem que armar em rebelde e escolher logo uma pessoa que me dá a volta à cabeça? Porquê? Porquê? Alguém me explica? Estou a dar em louca.
Explicando melhor... A pessoa em causa era meu colega desde do 7°ano e filho de uns amigos da minha família. Ao longo do 3° ciclo, foi usada e aproveitada constantemente pelo menino para que ele pudesse ir passando os anos e que não tivesse chatices com os pais dele. Não me perguntem porque é que eu permiti tal coisa. Na altura apanhei uma panca, mas uma panca tão grande por ele que não lhe conseguia dizer que não, na esperança de ao ajudá lo com as merdas todas das escolas, passássemos tempo juntos. Ainda hoje me lembro de um trabalho de Física - Química que fizemos para aí no 8°ano. Ele vinha a minha casa; fazíamos o trabalho; mas houve um dia em que foi brutal. Andámos na brincadeira; tirei lhe bué fotos (cena que ele odiava)... Não me perguntem porque é que eu o ajudava constantemente. Tal vez o visse como um Deus Grego Soberano com asinhas. Uma coisa é certa, eu estava completamente apaixonada por ele! Houve um dia, que eu o ouvi falar mal de mim, dizendo que eu era uma estúpida e que ele se aproveitava de mim porque eu deixava e ele precisava. É verdade. Não digo que seja mentira, mas era escusado ouvir aquilo da boca dele. Magoou me muito! Assim acabei por me afastar...
Entretanto, mudámos de escola; mudámos de turmas e eu só o vi de vez enquanto. Assim, ao fim de algum tempo, pensei que o tivesse esquecido. Pensei, digo bem. Esse esquecimento só existe e existiu na minha cabeça.
Este fim de semana, o meu tio organizou um jantar de Natal com amigos, dos quais estava o pai do rapaz em questão. A meio do jantar, o pai do rapaz sentou se ao meu lado e começou a dizer que eu sou uma pessoa muito especial; que transbordo amor e carinho e que sou uma pessoa que marca muito as pessoas. Depois começou a falar do filho, a dizer que no aniversário dele foi com ele sair à noite sozinho e que ele começou a chorar por minha causa. O pai dele começou a dizer que se nos trancasse na mesma divisão que a coisa acabaria por se desenrolar. No final, disse me para eu ser feliz e lutar para sê-lo.
Depois disto tudo, eu comecei a pensar novamente nele; inclusive emocionei me a ouvir uma música que foi ele que me mostrou.
O que é que eu hei de pensar da minha vida? Será que eu realmente continuo completamente apaixonada por ele? Será que devia tentar uma reaproximação? E se eu sair desta cena magoada novamente? O melhor ainda é internarem me num manicómio porque falta pouco para elouquecer.
"Sei que o tempo nunca volta atrás, para eu me arrepender, disse adeus quando não sabia o que fazer. Foi quando disse que me queria encontrar (...)"
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