sábado, 15 de agosto de 2015

Rotulada uma vez, rotulada para sempre!

Por vezes chego à conclusão que mais valia desaparecer de vez, ou fugir para bem longe. Estou farta disto! Para o meu pai sempre serei uma miúda desarrumada, maleducada, bruta, preguiçosa, feia, gorda, horrível... ESTOU FARTA! Basta errar uma vez, que serei eternamente julgada e castigada por esse erro. Estou farta desta merda. Eu sei que não sou perfeita, sei que toda a gente tem defeitos, mas, fogo, eu não posso ser só defeitos... Ou serei? Qualquer coisa que acontece, a culpa será sempre minha?! Para o meu pai, sim! Independentemente que cai um copo, que desapareça alguma coisa, mesmo que algo não esteja ao agrado dele, a culpa é eternamente minha! Fogo! Estou farta! Ele faz-me sentir uma autêntica merda! Só espero que daqui a dois anos, consiga fugir deste inferno e ir para uma universidade bem longe daqui. 

É triste ser constantemente julgada e castigada por um erro pelo meu próprio pai. Pai que é pai devia conhecer a filha que tem; devia acreditar nela; devia fazer com ela se sentisse bem... Infelizmente, eu só sei o que é isso 2/3 vezes por ano: no meu aniversário; no natal; e na entrega de prémios de mérito (caso consiga ganhar nesse ano).

É triste, mas, neste momento, tenho a certeza que se ele continuar assim, a nossa relação mais ano menos ano acabará. Eu não posso continuar assim! Cada vez me sinto mais triste, deprimida... O pior de tudo é que isso acaba por se refletir no dia-a-dia: eu sou uma miúda bruta (é forma de defesa, para tentar evitar que as pessoas me magoem); uma miúda tímida e retraída (tenho medo de começar uma conversa e ainda ouvir um grito como resposta) e por vezes ao ser uma miúda bastante carente acabo por ser bastante estúpida e parva também (deixo que as pessoas me pisem, usem e abusem de mim porque apenas me dão atenção)!

NUNCA DESEJEI TER UMA VIDA ASSIM! NUNCA DESEJEI TER UM PAI ASSIM!

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